O amendoim no coração da nossa Galáxia

Dois grupos de astrônomos usaram os telescópios do ESO para fazer o melhor mapa em três dimensões das zonas centrais da Via Láctea (nossa galáxia). As equipas descobriram que as regiões internas vistas a partir de certos ângulos se parecem com um amendoim, enquanto que de uma perspectiva diferente podemos ver uma estrutura em X. Esta forma estranha foi mapeada com o auxílio de dados públicos do telescópio de rastreio VISTA do ESO e também a partir de medições dos movimentos de centenas de estrelas muito ténues situadas no bojo central. Veja a imagem e leia o artigo completo clicando em "leia mais".


O bojo galáctico é uma das regiões mais importantes e de maior massa da nossa Galáxia. Esta enorme nuvem central com cerca de 10 000 milhões de estrelas tem uma dimensão de milhares de anos-luz mas a sua estrutura e origem não eram bem compreendidas.

Infelizmente a partir do interior do disco galáctico que é a posição da Terra, a vista desta região central - a cerca de 27 000 anos-luz de distância - encontra-se fortemente obscurecida por nuvens densas de gás e poeira. Os astrónomos apenas conseguem obter uma boa vista do bojo observando a grandes comprimentos de onda, tais como em radiação infravermelha, a qual consegue penetrar as nuvens de poeira.


 
Observações anteriores, tanto do satélite COBE como do rastreio infravermelho do céu 2MASS, tinham já sugerido que o bojo tinha uma misteriosa forma em X. Agora, dois grupos de cientistas utilizaram novas observações de vários telescópios do ESO para obterem uma vista muito mais clara da estrutura do bojo.

O primeiro grupo, do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre (MPE) em Garching, Alemanha, usou o rastreio no infravermelho próximo VVV [1] do telescópio VISTA, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile (eso1101, eso1128, eso1141, eso1242, eso1309). Este novo rastreio público consegue observar estrelas trinta vezes mais ténues do que as observadas em anteriores rastreios ao bojo. A equipa identificou um total de 22 milhões de estrelas pertencentes à classe das gigantes vermelhas, cujas propriedades bem conhecidas permitem calcular as suas distâncias [2].

“A profundidade do catálogo de estrelas VISTA excede de longe trabalhos anteriores e conseguimos detectar a população total destas estrelas em todas as regiões menos nas mais obscuras,” explica Christopher Wegg (MPE), autor principal do primeiro estudo. “A partir desta distribuição estelar pudemos fazer um mapa a três dimensões do bojo galáctico. Esta é a primeira vez que tal mapa é feito sem se assumir um modelo teórico para a forma do bojo.”

“Descobrimos que a região interna da nossa Galáxia tem uma forma tipo “caixa”, assemelhando-se a um amendoim na casca vista de um lado, a um X gigante vista do outro e a uma barra muito alongada vista de cima,” acrescenta Ortwin Gerhard, co-autor do primeiro artigo e líder do grupo do MPE [3].

A segunda equipa internacional, liderada pelo estudante de doutoramento chileno Sergio Vásquez (Pontificia Universidad Católica de Chile, Santiago, Chile e ESO, Santiago, Chile), utilizou uma abordagem diferente para identificar a estrutura do bojo. Ao comparar imagens observadas com o auxílio do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros e obtidas com um intervalo de onze anos, a equipa pôde medir os minúsculos desvios no céu devido aos movimentos das estrelas do bojo. Estes desvios foram combinados com medições dos movimentos das mesmas estrelas a aproximarem-se ou a afastarem-se da Terra, mapeando-se assim os movimentos de mais de 400 estrelas em três dimensões.

“Esta é a primeira vez que se obteve um grande número de velocidades em três dimensões para estrelas individuais do bojo”, conclui Vásquez. “As estrelas que observámos parecem estar a mover-se ao longo dos braços em forma de X do bojo, à medida que as suas órbitas as levam para cima e para baixo e para fora do plano da Via Láctea. Tudo isto se ajusta na perfeição com previsões de modelos atuais!”

Os astrónomos pensam que a Via Láctea era originalmente um disco puro de estrelas, que formou uma barra plana há milhares de milhões de anos atrás. Esta barra deu depois origem à forma de amendoim a três dimensões vista nas novas observações.


O VLT Very Large Telescope
O Very Large Telescope ou VLT é uma instalação do European Southern Observatory - ESO, que consiste na construção e no funcionamento do maior conjunto de telescópios ópticos do mundo em uma única localização.


O Very Large Telescope é constituído por quatro telescópios de espelho primário de 8,2 m de diâmetro em edificações distintas, mas próximas uma das outras, que podem funcionar de forma independente ou de forma combinada. Eles captam luz visível e infravermelha.

Estes telescópios estão erguidos no Observatório Astronômico Cerro Paranal, localizado em Cerro Paranal, no deserto de Atacama, no norte do Chile. O centro de operações da ESO está em Garching bei München, Alemanha.

Cerro Paranal é uma montanha de 2.635 metros de altura, rodeada por uma região de clima desértico, distante de centros populacionais.


Fonte: European Southern Observatory ESO http://www.eso.org

Provas de vida alienígena que veio parar na Terra

Cientistas da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, apresentaram imagens que seriam de vida alienígena que veio parar na Terra. Segundo o grupo, as partículas foram captadas após um experimento que soltou um balão na estratosfera, a 27 quilômetros de altitude, durante a chuva de meteoros Perseidas, que ocorreu em agosto passado. Leia o artigo completo com a imagem clicando em "leia mais".

Pesquisadores ingleses anunciaram ter provas de vida alienígena que veio parar na Terra, após um experimento em agosto passado. A descoberta considerada "revolucionária" foi publicada no periódico Journal of Cosmology em setembro (19).


O grupo de biólogos moleculares da Universidade de Sheffield diz ter encontrado os pequenos organismos após soltarem um balão na estratosfera terrestre, a 27 quilômetros de altitude, durante a chuva de meteoros Perseidas - fenômeno que ocorre todo ano, geralmente em agosto, quando a Terra passa por um jato de 'destroços' deixados pelo cometa Swift-Tuttle em seu trajeto ao redor do Sol.

Segundo o professor Milton Wainwright, que liderou a pesquisa, dificilmente as partículas surgiram no nosso planeta, pois elas são muito "grandes" para levantarem do chão até essa camada intermediária da atmosfera. Apenas uma violenta erupção vulcânica poderia fazer isso com os organismos, garante, algo que não foi presenciado na região de lançamento do balão científico nos últimos três anos.

"Na ausência de um mecanismo que pudesse levar as partículas de 'grandes dimensões' para a estratosfera, só podemos concluir que as entidades biológicas têm origem no espaço. A conclusão, portanto, é que a vida está constantemente chegando à Terra a partir do espaço. Ela não se restringe ao nosso planeta e quase certamente não se originou aqui."

O balão carregava tubos microscópios que só foram expostos quando chegaram a uma altitude entre 22 quilômetros e 27 quilômetros, evitando contaminação durante a coleta do "material espacial". A equipe afirma que precauções rigorosas foram tomadas durante todo o processo, da amostragem à análise. 

O equipamento foi lançado perto de Chester e aterrissou intacto na região de Wakefield, trazendo "um fragmento de diatomácea e algumas entidades biológicas incomuns da estratosfera, todas muito 'grandes' para serem da Terra".

Wainwright afirma que o próximo passo é confirmar os resultados em um novo teste com balões em outubro, durante a chuva de meteoros associada à passagem do cometa Haley, quando haverá uma grande quantidade de poeira cósmica sobre o globo terrestre.

"Esperamos encontrar mais micro-organismos novos ou incomum. Se a vida continuar vindo do espaço, então nós teremos de mudar completamente a nossa visão da biologia e da evolução. Novos livros terão de ser reescritos", empolga-se o professor.

Já fora do Sistema Solar, os grandes candidatos a abrigar vida são os "Keplers", exoplanetas descobertos pelo telescópio da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana). Esta concepção artística compara os tamanhos dos exoplanetas Kepler-22b, Kepler-69c, Kepler-62e e Kepler-62f com o da Terra. Todos estão na zona habitável de suas respectivas estrelas.

Fonte: Universidad de Sheffield/Reuters in UOL Ciência http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias

Astrônomos descobrem planetas que podem ter vida

Uma equipe de astrônomos anunciou a descoberta de três super-Terras em torno de uma estrela numa região onde a água pode existir em forma líquida. Isso torna estes planetas bons candidatos à presença de vida. Neste artigo você vai conhecer sete Super-Terras, ou seja, um planeta que possui massa entre uma e dez vezes a da Terra. Leia o artigo completo com imagens das sete super-Terras clicando em "leia mais".

Mesmo tendo uma massa muito maior que a da Terra, as super-erras são mais leves do que planetas gigantes, como Netuno. As três super-Terras em questão se encontram na zona habitável de sua estrela, uma fina concha em torno da estrela onde a água líquida pode estar presente, se estiverem reunidas as condições certas.
 
Apesar de estarem em uma zona habitável, ou seja, com possibilidade de água, essas três não são as únicas super-Terras encontradas pela ciência. Veja a seguir outros planetas desse tipo.
 
HD 40307
 
Um grupo de cientistas da Universidade de Hertfordshire (Reino Unido) e da Universidade de Göttingen (Alemanha) descobriu um possível planeta habitável fora do Sistema Solar. A estrela que o planeta orbita é parecida com o Sol e está a 44 anos-luz da Terra. A estrela se chama HD 40307 e se difere do Sol apenas por ser um pouco menor e mais fria. Ela tem aproximadamente 70% da massa solar.
Os cientistas acreditam que, por estar a 44 anos-luz daqui, a próxima geração de telescópios espaciais buscarão detectar a luz vinda desse astro. Com isso seria possível identificar a composição atmosférica dessa super-Terra e descobrir se existe água em sua superfície.
 
GJ1214b

A busca por planetas habitáveis deu outro passo quando os astrônomos encontraram GJ1214b, a 40 anos-luz de distância. Classificado como uma super-Terra, o planeta orbita uma pequena estrela e, o mais importante, possui uma atmosfera.
Estudos recentes comandados pelo astrônomo Zachory Berta, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, de Cambridge, provaram que o GJ1214b tem boa parte de sua massa composta de água. Ele está situado a 40 anos-luz da Terra. O planeta é considerado uma Super-Terra, tem 2,7 vezes o comprimento do nosso planeta e sete vezes o seu peso. Ele orbita a cada 38 horas ao redor de uma estrela vermelha anã e possui temperatura estimada de 232º C.
 
55 Cancri

Cientistas da Universidade Yale, nos Estados Unidos, descobriram que a superterra 55 Cancri tem uma superfície coberta por grafite e diamante. Esse planeta fica na constelação de Câncer, a 41 anos-luz da Terra. Os astrônomos já encontraram outros planetas compostos por diamante. Porém, essa foi a primeira vez que os pesquisadores conseguem estudar um planeta desse tipo com tantos detalhes.
O 55 Cancri é duas vezes maior e oito vezes mais maciço que a Terra. Além de ser formado por carbono, como grafite e diamante, também é possível encontrar outros elementos no planeta. Os pesquisadores acreditam que há minerais como silício nessa super-Terra e um núcleo de ferro fundido. Os cientistas envolvidos na pesquisa acreditam que pelo menos um terço da massa do 55 Cancri é feito de diamante. Essa quantidade equivale a três massas do nosso planeta.
 
55 Cancri e

Apesar do nome parecido, 55 Cancri e é um exoplaneta descoberto por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Com duas vezes o tamanho da Terra e 9 vezes a sua massa, o 55 Cancri e possui uma formação rochosa (e não gasosa, como Júpiter) e muito provavelmente apresenta vapor de água e gás hidrogênio. Sua superfície, no entanto, é muito quente: 2.700o C.
 
Gliese 667 Cc

Por sua vez, Gliese 667 Cc orbita a estrela do sistema estelar triplo e com baixa quantidade de elementos mais pesados que o hélio, a Gliese 667. O planeta tem 4,5 vezes a massa da Terra e está na zona habitável. A temperatura é capaz de abrigar água em estado líquido.
 
Gliese 581d

Velho conhecido dos astrônomos, o exoplaneta Gliese 581d orbita a estrela anã vermelha Gliese 581. Essa estrela é uma das mais próximas ao sol, a apenas 20 anos-luz. A estrela tem 1/3 da massa do Sol e emite 50 vezes menos energia.
Este planeta aparenta orbitar na zona habitável também. Isso significa que poderá conter água no estado líquido. O local é objeto de estudos há algum tempo e, inclusive, já teve outros
 
Gliese 581g

Após 11 anos de análises do Observatório W. M. Keck, no Havaí, um dos maiores telescópios ópticos do mundo, uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia e do Instituto Carnegie de Washington anunciou a descoberta de dois novos corpos ao redor da estrelas, sendo um deles na chamada “zona habitável” em 2011.

FONTE: UOL Ciência http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias